{"id":11160,"date":"2026-02-26T13:10:48","date_gmt":"2026-02-26T16:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/fabricadescripts.com.br\/igrejas\/IGRE3535\/questionada-sobre-proteina-ter-forma-de-cruz-pesquisadora-defende-ciencia-nao-e-tudo\/"},"modified":"2026-02-26T13:10:48","modified_gmt":"2026-02-26T16:10:48","slug":"questionada-sobre-proteina-ter-forma-de-cruz-pesquisadora-defende-ciencia-nao-e-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabricadescripts.com.br\/igrejas\/IGRE3535\/questionada-sobre-proteina-ter-forma-de-cruz-pesquisadora-defende-ciencia-nao-e-tudo\/","title":{"rendered":"Questionada sobre prote\u00edna ter forma de cruz, pesquisadora defende: \u2018Ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 tudo\u2019"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><span>A pesquisadora <\/span><span><strong>Tatiana Coelho de Sampaio<\/strong><\/span><span>, que descobriu a prote\u00edna que pode regenerar les\u00f5es de medula causadas por traumas, foi questionada sobre a rela\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e religi\u00e3o, durante o programa Roda Viva, na segunda-feira (23).<\/span><\/p>\n<p><span>O jornalista Jairo Marques, da Folha de S. Paulo, perguntou se a laminina, base da polilaminina, ter o formato de uma cruz n\u00e3o era um problema.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cUm dos v\u00eddeos com a fala da senhora, que se propagou nas redes sociais, \u00e9 um que liga a a laminina a um crucifixo. Isso virou como se fosse a prote\u00edna divina, a prote\u00edna de Deus. N\u00e3o existe um problema em rela\u00e7\u00e3o a isso, a essa aproxima\u00e7\u00e3o muito forte entre a polilaminina com uma quest\u00e3o de f\u00e9? E do mesmo caminho vai a ci\u00eancia. A gente n\u00e3o precisa deixar as quest\u00f5es religiosas um pouco mais afastadas da pesquisa em si?\u201d, questionou o jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span>A pesquisadora n\u00e3o concordou com a vis\u00e3o de Jairo e respondeu: \u201cA laminina tem uma forma de cruz. Isso \u00e9 um fato. N\u00e3o tem como evitar que seja assim\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>E defendeu: \u201cEu acho que as pessoas que s\u00e3o religiosas e que t\u00eam f\u00e9, elas podem se apropriar dessa imagem como uma met\u00e1fora daquilo em que elas acreditam. Eu acho que n\u00e3o cabe a mim julgar se isso est\u00e1 certo ou se est\u00e1 errado\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estudou a <\/span><span>polilaminina por mais de 20 anos, disse que sabe separar a ci\u00eancia da f\u00e9 em seu trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cEu consigo perceber muito claramente a fronteira entre a ci\u00eancia e aquilo que n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia. Eu tive um treinamento cient\u00edfico. Eu vim de uma ci\u00eancia b\u00e1sica e estou habituada a trabalhar dessa forma, a produzir, a trabalhar dentro desses limites da ci\u00eancia. Eu conhe\u00e7o quais s\u00e3o esses limites e acho que sempre trabalhei dentro deles\u201d, ressaltou.<\/span><\/p>\n<p><strong>\u201cCi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o mais importante\u201d<\/strong><\/p>\n<p><span>Mas, Tatiana ponderou que ser cientista \u00e9 apenas uma parte de quem \u00e9. \u201cO que eu acho que pode ser conversado, discutido, \u00e9 se esses limites da ci\u00eancia s\u00e3o os mesmos limites dos seres humanos. Porque eu pessoalmente acho que n\u00e3o\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cEu me vejo como cientista, mas tamb\u00e9m me vejo como uma pessoa. E eu acho que os limites n\u00e3o s\u00e3o os mesmos. Ent\u00e3o, eu consigo botar o chap\u00e9u de cientista e consigo botar o chap\u00e9u de n\u00e3o-cientista\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>A professora observou que a vida das pessoas n\u00e3o gira somente em torno da ci\u00eancia. \u201cEu n\u00e3o acho que a ci\u00eancia seja a coisa mais importante que um ser humano \u00e9 capaz de fazer. Sinceramente, n\u00e3o acho. Acho que a gente faz coisas mais bacanas do que isso\u201d, declarou.<\/span><\/p>\n<blockquote data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DVJoqmbkxma\/?utm_source=ig_embed&#038;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\"><\/blockquote>\n<p><strong>\u201cProte\u00edna de Deus\u201d<\/strong><\/p>\n<p><span>Em uma entrevista anterior, Tatiana descreveu a polilaminina como a \u201cprote\u00edna de Deus\u201d devido ao seu formato.<\/span><\/p>\n<p><span>A polilaminina \u00e9 uma mol\u00e9cula sint\u00e9tica desenvolvida em laborat\u00f3rio a partir da laminina, prote\u00edna produzida naturalmente pelo corpo humano, principalmente durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio do sistema nervoso.<\/span><\/p>\n<p><span>A mol\u00e9cula descoberta pela pesquisadora estimula a reconex\u00e3o de fibras nervosas rompidas ap\u00f3s les\u00f5es na medula causadas por trauma, em casos de paraplegia e tetraplegia.<\/span><\/p>\n<p><span>No estudo experimental da professora com oito pacientes com les\u00e3o medular grave \u2013 que receberam o diagn\u00f3stico que n\u00e3o iriam mais se movimentar \u2013, seis recuperaram parte dos movimentos e um voltou a andar.<\/span><\/p>\n<p><span>O medicamento ainda est\u00e1 em fase experimental e, atualmente, passa por estudos cl\u00ednicos na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, que descobriu a prote\u00edna que pode regenerar les\u00f5es de medula causadas por traumas, foi questionada sobre a rela\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e religi\u00e3o, durante o programa Roda Viva, na segunda-feira (23). O jornalista Jairo Marques, da Folha de S. Paulo, perguntou se a laminina, base da polilaminina, ter o formato de uma cruz n\u00e3o era um problema. \u201cUm dos v\u00eddeos com a fala da senhora, que se propagou nas redes sociais, \u00e9 um que liga a a laminina a um crucifixo. Isso virou como se fosse a prote\u00edna divina, a prote\u00edna de Deus. N\u00e3o existe um problema em rela\u00e7\u00e3o a isso, a essa aproxima\u00e7\u00e3o muito forte entre a polilaminina com uma quest\u00e3o de f\u00e9? E do mesmo caminho vai a ci\u00eancia. A gente n\u00e3o precisa deixar as quest\u00f5es religiosas um pouco mais afastadas da pesquisa em si?\u201d, questionou o jornalista. A pesquisadora n\u00e3o concordou com a vis\u00e3o de Jairo e respondeu: \u201cA laminina tem uma forma de cruz. Isso \u00e9 um fato. N\u00e3o tem como evitar que seja assim\u201d. E defendeu: \u201cEu acho que as pessoas que s\u00e3o religiosas e que t\u00eam f\u00e9, elas podem se apropriar dessa imagem como uma met\u00e1fora daquilo em que elas acreditam. Eu acho que n\u00e3o cabe a mim julgar se isso est\u00e1 certo ou se est\u00e1 errado\u201d. A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estudou a polilaminina por mais de 20 anos, disse que sabe separar a ci\u00eancia da f\u00e9 em seu trabalho. \u201cEu consigo perceber muito claramente a fronteira entre a ci\u00eancia e aquilo que n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia. Eu tive um treinamento cient\u00edfico. Eu vim de uma ci\u00eancia b\u00e1sica e estou habituada a trabalhar dessa forma, a produzir, a trabalhar dentro desses limites da ci\u00eancia. 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